quarta-feira, 10 de abril de 2013

Homem moderno nasceu na África


A confirmação da teoria de que o homem moderno teve origem na África é um dos resultados mais recentes da parceria entre genética e arqueologia. De acordo com um estudo publicado na revista Nature em 7 de dezembro de 2000, os Homo sapiens partiram do continente africano em algum momento dos últimos 100 mil anos. Dali, eles seguiram em direção à Europa, Oriente Médio e Ásia e promoveram a expansão para o resto do mundo.

O homem moderno surgiu na África - entre 130 mil e 465 mil anos atrás - e, nos últimos 100 mil anos, iniciou sua expansão

Os pesquisadores, dirigidos pelo biólogo e geneticista Ulf Gyllensten, da Universidade de Uppsala, na Suécia, analisaram o DNA mitocondrial (DNAmt) de 53 pessoas de diversas localidades. A análise, feita pela primeira vez em todas as seqüências do DNAmt (pesquisas anteriores se baseavam em menos de 7% da molécula), permitiu estabelecer com precisão os laços de parentesco de várias gerações por meio da identificação das seqüências desse DNA que sofreram mutações. Os resultados apontam que o ancestral comum do homem moderno viveu na África há 171.500 anos e parte de sua descendência começou a emigração.

O Homo erectus , surgido na Áfricadois milhões de anos, deslocou-se em uma primeira onda de emigração que originou o Homem de Java, o Homem de Pequim e o Homem de Tautavel (sul da Fraa). Esses homens pré-históricos são a base da teoria multiregional, que sustenta que, a partir de um ancestral arcaico comum, o homem moderno teria evoluído simultaneamente em diferentes partes do mundo. Segundo essa teoria, na Europa, por exemplo, o Homo erectus teria originado o Homem de Neandertal, adaptado ao rigoroso clima da era glacial, que posteriormente deu origem ao Homo sapiens .

No entanto, escavações feitas nos últimos anos indicam que neandertalianos e homens modernos conviveram durante dezenas de milhares de anos. Em Java, fósseis de Homo erectus (espécie que, acredita-se, desapareceu há 200 mil anos) apresentaram datação de apenas 27 mil anos. Além disso, fósseis encontrados na Europa e na Ásia apontam que hominídeos já habitavam o planeta antes da emigração africana do Homo sapiens .

Esses achados levaram à hipótese de que o homem moderno conviveu com homens de Neandertal e Homo erectus. Os resultados da pesquisa de Gyllensten são compatíveis com essa hipótese e contradizem a teoria multiregional. O Homo sapiens nasceu na África e, durante sua expansão, encontrou os neandertalianos no continente europeu e uma forma mais arcaica de Homo erectus na Ásia - grupos que desapareceram devido a alterações climáticas ainda não identificadas pelos cientistas.

Thaís Fernandes
Ciência Hoje On-line
05/01/01

domingo, 17 de março de 2013

Filosofia


Filosofia é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem, filosofia é uma palavra grega, que significa "amor à sabedoria". Filósofo é um indivíduo que busca o conhecimento de si mesmo, sem uma visão pragmática, é movido pela curiosidade e sobre os fundamentos da realidade. Além do desenvolvimento da filosofia como uma disciplina, a filosofia é intrínseca à condição humana, não é um conhecimento, mas uma atitude natural do homem em relação ao universo e seu próprio ser. A filosofia foca questões da existência humana, mas diferentemente da religião, não é baseada na revelação divina ou na fé e sim na razão. Desta forma, a filosofia pode ser definida como a análise racional do significado da existência humana, individual e coletivamente, com base na compreensão do ser. Apesar de algumas semelhanças com a ciência, muitas das perguntas da filosofia não podem ser respondidas pelo empirismo experimental.

domingo, 10 de março de 2013

Formação do povo brasileiro


Ao falar da formação do povo brasileiro, é necessário primeiramente considerar que essa é uma história de longa duração e com muitos personagens. Como bem sabemos, o povo brasileiro é marcado pela questão da diversidade. Uma diversidade de cores, fisionomias, tradições e costumes que atestam a riqueza da população que ocupa todo esse território. Sendo assim, vamos observar rapidamente alguns desses mesmos personagens.  Ao longo da Pré-História, o processo de ocupação do continente americano possibilitou a organização de várias comunidades no interior e na região litorânea. Entre essas culturas mais antigas, podemos destacar a presença da antiga civilização marajoara, ao norte do Brasil, e os chamados povos sambaquis, que se espalharam por diferentes regiões do litoral sudeste e sul. Avançando no tempo, destacamos a formação das várias comunidades indígenas que se espalharam em pontos distintos do território brasileiro. Não sendo povos homogêneos, mas marcados pela pluralidade, os indígenas se diferem em várias línguas e práticas que, portanto, já faziam parte da população do nosso território. Até o século XVI, eles foram os principais ocupantes desse vasto conjunto de terras e paisagens. Tudo isso viria a se transformar no ano de 1500, com a chegada dos europeus por aqui. Motivados pelo contexto da economia mercantilista e o desenvolvimento das grandes navegações, os portugueses ocuparam o Brasil com a intenção de realizar a colonização das terras e, consequentemente, explorar as riquezas existentes. Sob o signo da dominação e da adaptação, os lusitanos trouxeram para cá as particularidades de sua cultura de origem e da Europa Cristã. Ao longo das idades moderna e contemporânea, notamos a chegada de outros povos de origem europeia. Espanhóis, franceses, alemães e holandeses apareceram por aqui buscando disputar as terras que estavam sendo dominadas pelos portugueses. No século XIX, a expansão da economia cafeeira no Brasil e as crises políticas na Europa incentivaram a chegada de vários camponeses e trabalhadores dispostos a ocupar postos de trabalho tanto no campo, quanto nos centros urbanos da época. Em tempos mais recentes, temos de modo semelhante a chegada dos asiáticos. Muito antes que essa diáspora dos europeus, uma outra diáspora – violenta e injusta – atingiu vários povos de origem africana. Trazidos pelos portugueses, desde o século XVI, vários povos africanos vieram para o Brasil a fim de trabalhar como escravos. Vitimados pela exploração de sua força de trabalho, sofreram com um processo de dominação que também afetou as populações indígenas do território. Ainda assim, deixaram evidentes marcas de sua presença na identidade histórica e cultural do povo brasileiro. Entre todas essas chegadas, conflitos, desigualdades, acordos e contatos é que enxergamos a complexidade do povo brasileiro. Em um território tão extenso, vemos que a unidade de nossa população não passa de um desejo impossível. Contudo, isso fez com que o povo brasileiro fosse admirado por possuir uma variedade encontrada em poucos lugares desse mundo. Hoje, nosso maior desafio é mediar todas essas diferenças tendo o respeito e a tolerância como norteadores de uma vida de maior justiça e felicidade.

Produção flexível


Toyotismo é um sistema de organização voltado para a produção de mercadorias. Criado no Japão, após a Segunda Guerra Mundial, pelo engenheiro japonês Taiichi Ohno, o sistema foi aplicado na fábrica da Toyota (origem do nome do sistema). O Toyotismo espalhou-se a partir da década de 1960 por várias regiões do mundo e até hoje é aplicado em muitas empresas.
Principais características do Toyotismo: - Mão de obra multifuncional e bem qualificada. Os trabalhadores são educados, treinados e qualificados para conhecer todos os processos de produção, podendo atuar em várias áreas do sistema produtivo da empresa. - Sistema flexível de mecanização, voltado para a produção somente do necessário, evitando ao máximo o excedente. A produção deve ser ajustada a demanda do mercado. - Uso de controle visual em todas as etapas de produção como forma de acompanhar e controlar o processo produtivo. - Implantação do sistema de qualidade total em todas as etapas de produção. Além da alta qualidade dos produtos, busca-se evitar ao máximo o desperdício de matérias-primas e tempo. - Aplicação do sistema Just in Time, ou seja, produzir somente o necessário, no tempo necessário e na quantidade necessária. - Uso de pesquisas de mercado para adaptar os produtos às exigências dos clientes.

Taylorismo


Também conhecido como Administração Científica, o Taylorismo é um sistema de organização industrial criado pelo engenheiro mecânico e economista norte-americano Frederick Winslow Taylor, no final do século XIX. A principal característica deste sistema é a organização e divisão de tarefas dentro de uma empresa com o objetivo de obter o máximo de rendimento e eficiência com o mínimo de tempo e atividade.
Principais características e objetivos do Taylorismo:
- Divisão das tarefas de trabalho dentro de uma empresa; - Especialização do trabalhador; - Treinamento e preparação dos trabalhadores de acordo com as aptidões apresentadas; - Análise dos processos produtivos dentro de uma empresa como objetivo de otimização do trabalho; - Adoção de métodos para diminuir a fadiga e os problemas de saúde dos trabalhadores; - Implantação de melhorias nas condições e ambientes de trabalho; - Uso de métodos padronizados para reduzir custos e aumentar a produtividade; - Criação de sistemas de incentivos e recompensas salariais para motivar os trabalhadores e aumentar a produtividade; - Uso de supervisão humana especializada para controlar o processo produtivo; - Disciplina na distribuição de atribuições e responsabilidades; - Uso apenas de métodos de trabalho que já foram testados e planejados para eliminar o improviso.

Fordismo


Fordismo é um sistema de produção, criado pelo empresário norte-americano Henry Ford, cuja principal característica é a fabricação em massa. Henry Ford criou este sistema em 1914 para sua indústria de automóvel, projetando um sistema baseado numa linha de montagem.
Objetivo do sistema. O objetivo principal deste sistema era reduzir ao máximo os custos de produção e assim baratear o produto, podendo vender para o maior número possível de consumidores. Desta forma, dentro deste sistema de produção, uma esteira rolante conduzia a produto, no caso da Ford os automóveis, e cada funcionário executava uma pequena etapa. Logo, os funcionários não precisavam sair do seu local de trabalho, resultando numa maior velocidade de produção. Também não era necessária utilização de mão de obra muito capacitada, pois cada trabalhador executava apenas uma pequena tarefa dentro de sua etapa de produção.
O fordismo foi o sistema de produção que mais se desenvolveu no século XX, sendo responsável pela produção em massa de mercadorias das mais diversas espécies.
Declínio do fordismo. Na década de 1980, o fordismo entrou em declínio com o surgimento de um novo sistema de produção mais eficiente. O Toyotismo, surgido no Japão, seguia um sistema enxuto de produção, aumentando a produção, reduzindo custos e garantindo melhor qualidade e eficiência no sistema produtivo.
Fordismo para os trabalhadores. Enquanto para os empresários o fordismo foi muito positivo, para os trabalhadores ele gerou alguns problemas como, por exemplo, trabalho repetitivo e desgastante, além da falta de visão geral sobre todas as etapas de produção e baixa qualificação profissional. O sistema também se baseava no pagamento de baixos salários como forma de reduzir custos de produção.

Cultura


CULTURA - É o conjunto de atividades e modos de agir, costumes e instruções de um povo. É o meio pelo qual o homem se adapta às condições de existência transformando a realidade. Cultura é um processo em permanente evolução, diverso e rico. É o desenvolvimento de um grupo social, uma nação, uma comunidade; fruto do esforço coletivo pelo aprimoramento de valores espirituais e materiais. É o conjunto de fenômenos materiais e ideológicos que caracterizam um grupo étnico ou uma nação (língua, costumes, rituais, culinária, vestuário, religião, etc.), estando em permanente processo de mudança. A CULTURA é fundamental para a compreensão de diversos valores morais e éticos que guiam nosso comportamento social. Entender como estes valores se internalizaram em nós e como eles conduzem nossas emoções e a avaliação do outro, é um grande desafio. Se entendermos que cada grupo étnico possui sua forma de se expressar no mundo, ampliamos nossa compreensão de que há uma diversidade cultural que deve ser respeitada, senão compreendida. E o respeito compreende a liberdade de expressão. A história ocidental nos deixou de herança o olhar etnocêntrico. Este olhar foi um dos fatores desencadeadores do fenômeno social da atitude preconceituosa e da discriminação.